Preservar e Transmitir pedaços do nosso Património

29
Jul 09

publicado por Laura às 11:39

01
Jul 09



"Já nos mais antigas e carcomidos alfarrábios guardados de há séculos na poeira dos arquivos fradescos ou camarários, se fala na corrida de toiros de Ponte de Lima, e perde-se na bruma imemorial dos mais arrecuados tempos a tradição lendária da Vaca das Cordas, que ainda hoje se realiza na linda vila do Lima, em vésperas de "Corpus Christi."

Conde d'Aurora, "A tradição taurófila do Lima", Almanaque de Ponte de Lima, 1923.


Todos os anos, nas vésperas do Corpo de Cristo, cumpre-se a tradição da Vaca das Cordas em Ponte de Lima.

Embora o nome da tradição seja "Vaca das Cordas" há muito que é um boi preto que corre em lugar da suposta "vaca".

O boi sai da casa do Conde d' Aurora, amarrado por cordas para percorrer as ruas da vila, dar três voltas à Igreja Matriz e voltar a percorrer as ruas até ao areal.

É durante a largada pelas ruas de ponte de Lima que os mais corajosos se aventuram a enfrentar o animal.




O Conde d' Aurora, descreve o percurso da seguinte maneira: "praxe seguida e obrigatória: dava o animal bravio três voltas à Igreja Matriz. Só depois começava a brincadeira... Trambolhões, correrias, sustos, bravatas, nódoas negras, tropelia, algazarra, e quando a vaca começa a cansar-se, é levada pelo areal, a beber ao rio. Avança a tarde, é sol posto, mais duas voltas na vila e o animal recolhe"

 

Sites consultados: Vaca das Cordas , Ponte de Lima

Imagens retiradas do site: Vaca das Cordas


18
Mai 09

 

Localiza-se na freguesia de Pereira, Concelho de Barcelos, Distrito de Braga.

A pesquisa arqueológica indica que o primeiro traçado do castelo remonta aos séculos IX a X, no contexto da Reconquista cristã da península Ibérica.

A primeira referência documental ao castelo, menciona que era seu senhor Soeiro Mendes da Maia (1099), importante nome da nobreza fundiária do Condado Portucalense. Outra fonte documental indica que D. Afonso Henriques (1112-1185) aí esteve em Janeiro de 1128. Teria sido objecto de trabalhos de ampliação e reforço durante o reinado de D. Dinis (1279-1325), conforme os vestígios de uma torre identificados pela pesquisa arqueológica no século XX. A mesma pesquisa identificou também os restos de uma torre que corresponde a um período posterior, à época de D. Fernando (1367-1383).

A partir do século XV, com a ascensão ao trono da dinastia de Avis, o castelo perdeu as suas funções defensiva e administrativa para Barcelos, sendo progressivamente abandonado até se arruinar. Parte das suas pedras foi utilizada para a construção do vizinho Convento da Franqueira, erguido no sopé do monte.

 

Sites conslutados: Wikipédia, Guia da Cidade, Câmara Municipal de Barcelos

 


30
Abr 09

 

Simão Pires, um cristão novo, cavalgava todos os dias até ao convento de Santa Clara para se encontrar às escondidas com Violante. A jovem tinha sido feita noviça à força por vontade do seu pai fidalgo que não estava de acordo com o seu amor. Um dia, Simão pediu à sua amada para fugir com ele, dando-lhe um dia para decidir. No dia seguinte, Simão foi acordado pelos homens do rei que o vinham prender acusando-o do roubo das relíquias da igreja de Santa Engrácia que ficava perto do convento. Para não prejudicar Violante, Simão não revelou a razão porque tinha sido visto no local. Apesar de invocar a sua inocência foi preso e condenado à morte na fogueira que se realizaria junto da nova igreja de Santa Engrácia, cujas obras já tinham começado. Quando as labaredas envolveram o corpo de Simão, este gritou que era tão certo morrer inocente como as obras nunca mais acabarem. Os anos passaram e a freira Violante foi um dia chamada a assistir aos últimos momentos de um ladrão que tinha pedido a sua presença. Revelou-lhe que tinha sido ele o ladrão das relíquias e sabendo da relação secreta dos jovens, tinha incriminado Simão. Pedia-lhe agora o perdão que Violante lhe concedeu. Entretanto, um facto singular acontecia: as obras da igreja iniciadas à época da execução de Simão pareciam nunca mais ter fim. De tal forma que o povo se habitou a comparar tudo aquilo que não mais acaba às obras de Santa Engrácia.

 


19
Mar 09

 

Também chamado de "cotio" isto é, de uso comum, quer nas fainas, no monte, no campo e no mar, tendo variantes próprias conforme o trabalho.

Era da terra e do mar que a gente da região de Viana do Castelo se sustentava.

Saia às riscas verticais e barra aos quadrados pretos e brancos. Avental de lã de fundo vermelho. Camisa branca lisa. Na cabeça, chapéu de palha de aba larga. Calça socos de meia peça, sem meias.


11
Mar 09

 

Situadas a 50 metros do areal da Praia Grande, em Sintra, na área pertencente ao Parque Natural de Sintra-Cascais, foram descobertas em 24 de Abril de 1981, quando um estudante de Geologia analisou a laje quase vertical com as pegadas do Cretácico inferior, com cerca de 110 a 115 milhões de anos.
De acordo com estudos efectuados, a jazida da Praia Grande tem pegadas muito fundas correspondentes pelo menos a dois tipos de animais - herbívoros e carnívoros - num total de 66 pegadas, 55 das quais distribuídas por 11 rastos que parecem ter sido feitos por animais bípedes, estando as restantes aparentemente isoladas.
Situadas na escadaria de acesso do casario no extremo esquerdo da Praia Grande, estas Pegadas são um importante Património da região, carecendo de cuidados de manutenção e preservação.

Guia da Cidade

publicado por Laura às 19:18

18
Fev 09


A região de Vila Real possui indícios de ter sido habitada desde o paleolítico. Vestígios de povoamentos posteriores, como o Santuário Rupestre de Panóias, revelam a presença romana.


Somente em 1289, por foral do rei D. Dinis, é fundada efectivamente a Vila Real de Panóias, que se tornará a cidade actual. No entanto, ao que parece, já em 1139 se chamava «Vila Rial» ao promontório onde nasceu a Vila Real actual, na altura pertencente à freguesia de Vila Marim.


A presença, a partir do século XVII, da Casa dos Marqueses, faz com que muitos nobres da corte também aí se fixem. Facto comprovado pelas inúmeras pedras-de-armas com os títulos de nobreza dos seus proprietários que ainda hoje se vêem na cidade.
Conheceu um grande incremento com a construção da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em 1986 (embora esse já viesse a acontecer desde 1979, com o Politécnico), que contribuiu para o aumento demográfico e revitalização da população.
Nos últimos anos, foram criados em Vila Real vários equipamentos culturais, que trouxeram novo dinamismo à cidade, como o Teatro de Vila Real e o Conservatório de Música, e a transferência da Biblioteca Municipal e do Arquivo Municipal para edifícios específicos para esse fim.


Sites consultados: Wikipédia, Guia da Cidade, Camara Municipal de Vila Real
 

publicado por Laura às 18:02

05
Fev 09

 

A Batalha de Ourique é um episódio simbólico para a monarquia portuguesa, pois conta-se que foi nela que D. Afonso Henriques foi pela primeira vez aclamado rei de Portugal, em 25 de Julho de 1139. Foi no campo de Ourique que se defrontaram o exército cristão e os cinco reis mouros de Sevilha, Badajoz, Elvas, Évora e Beja e os seus guerreiros, que ocupavam o sul da península. A lenda conta que um pouco antes da batalha, D. Afonso Henriques foi visitado por um velho homem que o rei já tinha visto em sonhos e que lhe fez uma revelação profética de vitória. Contou-lhe ainda que "sem dúvida Ele pôs sobre vós e sobre a vossa geração os olhos da Sua Misericórdia, até à décima sexta descendência, na qual se diminuirá a sucessão. Mas nela, assim diminuída, Ele tornará a pôr os olhos e verá." O rei deveria ainda, na noite seguinte, sair do acampamento sozinho logo que ouvisse a sineta da ermida onde o velho vivia, o que aconteceu. O rei foi surpreendido por um raio de luz que progressivamente iluminou tudo em seu redor, deixando-o distinguir aos poucos o Sinal da Cruz e Jesus Cristo crucificado. O rei emocionado ajoelhou-se e ouviu a voz do Senhor que lhe prometeu a vitória naquela e em outras batalhas: por intermédio do rei e dos seus descendentes, Deus fundaria o Seu império através do qual o Seu Nome seria levado às nações mais estranhas e que teria para o povo português grandes desígnios e tarefas. D. Afonso Henriques voltou confiante para o acampamento e, no dia seguinte, perante a coragem dos portugueses os mouros fugiram, sendo perseguidos e completamente dizimados. Conforme reza a lenda, D. Afonso Henriques decidiu que a bandeira portuguesa passaria a ter cinco escudos ou quinas em cruz representando os cinco reis vencidos e as cinco chagas de cristo, carregadas com os trinta dinheiros de Judas.
A Morte do Lidador Num dia longínquo de 1170, Gonçalo Mendes da Maia, nomeado Lidador pelas muitas batalhas travadas e ganhas contra os Mouros, decidiu celebrar os seus 95 anos com um ataque ao famoso mouro Almoleimar. Da cidade de Beja saiu o Lidador naquela manhã com trinta cavaleiros fidalgos e trezentos homens de armas, sabendo de antemão que o exército de Almoleimar era muitas vezes superior. Perto do meio-dia, pararam os cavaleiros para descansar perto de um bosque onde emboscados aguardavam os mouros. A primeira seta feriu de morte um guerreiro português, o que fez com que o exército cristão se pusesse em guarda. Frente a frente se mediam a destreza e perícia árabes, invocando Allah, e a rudeza e força cristãs, clamando por Santiago. A batalha começou e ambos os exércitos se debateram com coragem, até que num dado momento Gonçalo Mendes e Almoleimar cruzaram espadas em cima dos seus cavalos. Um dos vários golpes desferidos atingiu Gonçalo Mendes que, mesmo ferido, atacou com raiva Almoleimar, que ripostou. O resultado foram dois golpes fatais, um dos quais matou o mouro e outro que deixou Gonçalo Mendes Maia ferido de morte. O Lidador, moribundo, perseguiu com os seus homens os mouros que debandavam em fuga até que o esforço de um último golpe sobre um cavaleiro árabe lhe agravou os ferimentos. O Lidador caiu morto na terra juncada de mais de mil corpos inimigos. Os cerca de sessenta cristãos sobreviventes celebraram com lágrimas esta última vitória do Lidador. Um sacerdote templário disse em voz baixa as palavras do Livro da Sabedoria: "As almas dos justos estão na mão de Deus e não os afligirá o tormento da morte".

 

14
Jan 09

 

 

Em 2009, a Casa Fernando Pessoa transformar-se-á na Casa Álvaro de Campos (de Janeiro a Abril), na Casa Alberto Caeiro (de Maio a Agosto) e na Casa Ricardo Reis (de Setembro a Dezembro).

 

 

Homenagearemos cada um destes heterónimos de Fernando Pessoa com uma série de exposições e eventos em torno das suas obras e personalidades.

"Os heterónimos eram obviamente ficções, mas as nossas vidas, amores e afazeres também o são, em última análise e até sem análise, quando defrontam o grande nivelador que é a morte", escreveu Richard Zenith, em prefácio à "Poesia dos Outros Eus" de Fernando Pessoa (edição Assírio & Alvim).

Propomo-nos dar corpo a estas ficções mais amplas do que qualquer existência.

Venha descobrir a Casa Álvaro de Campos, a partir de Janeiro, até Abril...

 

Guia da Cidade

 


16
Dez 08

 

O Porto tem origem num povoado pré-romano. Na época romana designava-se Cale ou Portus Cale, sendo a origem do nome de Portugal.
Das armas da cidade faz parte a imagem de Nossa Senhora. Daí o facto de o Porto ser também conhecido por "cidade da Virgem", epítetos a que se devem juntar os de "Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta", que lhe foram sendo atribuídos ao longo dos séculos e na sequência de feitos valorosos dos seus habitantes, e que foram ratificados por decreto de D. Maria II de Portugal.
Foi dentro dos seus muros que se efectuou o casamento do rei D. João I com a princesa inglesa D. Filipa de Lencastre. A cidade orgulha-se de ter sido o berço do infante D. Henrique, o navegador.


Devido aos sacrifícios que fizeram para apoiar a preparação da armada que partiu, em 1415, para a conquista de Ceuta, tendo a população do Porto oferecido aos expedicionários toda a carne disponível, ficando apenas com as tripas para a alimentação, tendo com elas confeccionado um prato saboroso que hoje é menu obrigatório em qualquer restaurante. Os naturais do Porto ganharam a alcunha de "tripeiros", uma expressão mais carinhosa que pejorativa.

Desempenhou um papel fundamental na defesa dos ideais do liberalismo nas batalhas do século XIX. Aliás, a coragem com que suportou o cerco das tropas miguelistas durante a guerra civil de 1832-34 e os feitos valerosos cometidos pelos seus habitantes — o famoso Cerco do Porto — valeram-lhe mesmo a atribuição, pela rainha D. Maria II, do título — único entre as demais cidades de Portugal — de Invicta Cidade do Porto.

 

Sites consultados: Guia da Cidade, Wikipédia, Câmara Municipal do Porto


Julho 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

12
13
14
15
16
17
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
30
31


subscrever feeds
mais sobre mim
pesquisar neste blog
 
blogs SAPO