Preservar e Transmitir pedaços do nosso Património

31
Jul 08

- Artesanato Distrito Faro -

 

 

 As rendas de Bilros são realizadas com peças de madeira, que têm o nome de bilros, daí a origem do nome das redas.

As rendas de bilros são feitas sobre um desenho feito em cartolina picotada nos pontos onde são espetados os alfinetes. Sobre uma almofada (rebolo), suportada por uma canastra de verga especial, as rendeiras manejam os bilros que seguram a linha de algodão penteado.
Uma das extremidades do bilro tem a forma de pêra e o fio está enrolado na outra extremidade. Os bilros são manejados aos pares pela rendilheira.
Na zona de Olhão e Fuzeta, a renda mais comum é a de duas agulhas, que lembra uma rede de pescador.
A origem desta renda não é muito certa, alguns acreditam que é uma técnica oriunda do Oriente (China ou índia), tendo chegado a Portugal no século XV.
Porém, este artesanato não é exclusivo da região algarvia, regiões como Peniche, Vila do Conde e Póvoa de Varzim acolhem esta tradição.

Sites consultados: Wikipédia, Garatujando, Visitalgarve

Imagens retiradas do Google.


29
Jul 08

- Festa Tradicional do Distrito de Portalegre -

 

http://www.dailymotion.com/video/x27hm5_festa-das-flores-em-campo-maior-chi_parties

 

As Festas do Povo, também conhecidas pelas Festas das Flores ou dos Artistas, consistem na decoração das ruas de Campo Maior (distrito de Portalegre) com flores de papel feitas pelos habitantes de cada rua.
As casas caiam-se e a população junta-se para fazer esta maravilhosa festa, que rouba muitas horas de descanso a alguns e traz centenas de sorrisos depois do trabalho feito, quando todas aquelas ruas ficam floridas!
A curiosidade destas festas reside no facto de se realizarem quando o povo deseja, ou seja, nuns anos há, noutros (nem por isso!). Mas a tradição diz que se deve começar a preparar a festa em Janeiro, para que algures em Setembro esteja pronta. Elege-se o “cabeça de rua”, que se encarrega de organizar os trabalhos, faz-se o esboço da obra e escolhem-se as decorações e – mão à obra! Noites passadas em reunião com os vizinhos a fazer flores de papel.
“Pela originalidade, pela beleza, pela poesia, pela arte, por tudo isto e por muito mais vale a pena assistir ao espectáculo que são estas Festas, únicas no mundo, mas portuguesas, com certeza.”
 
Sites consultados: Joaquim Folgado Campo Maior, Rosa dos Ventos

26
Jul 08

- Lenda do Distrito de Coimbra -

 

 
Beatriz era uma jovem camponesa que todos os dias pastoreava o seu rebanho junto da ribeira do Cabril. Muito bonita, era disputada pelos jovens do lugar. Talvez fosse por isso que ainda não se tinha decidido por nenhum, ou talvez por influência das histórias de pastoras e príncipes encantados que a avó lhe contava. Um dia junto à ribeira foi surpreendida por um príncipe encantado que a vinha buscar para a levar para o seu palácio de onde nunca mais sairia. O encanto seria quebrado quando Beatriz tivesse um primeiro filho. Beatriz seguiu o seu sonho e nunca mais voltou a casa. As mulheres diziam que decerto tinha sido o mouro do Cabril que a tinha levado. Tinha fama de belo, poderoso e conquistador e noutros tempos já tinha levado uma rapariga tão bela como Beatriz. Passados anos, a mãe de Beatriz recebeu a visita do mouro que lhe pediu para ajudar Beatriz a ter o seu filho. A mãe seguiu o mouro até ao palácio encantado, prometendo sigilo contra a garantia de que o seu neto seria um homem livre. A mãe de Beatriz visitou-a durante anos em segredo, até que um dia em que estava marcada uma visita o seu marido a obrigou a acompanhá-lo a uma feira numa terra vizinha. Contrariada, seguiu-o, e lá, por entre a multidão, encontrou o mouro com o seu neto ao colo. Sem se conter, deu-lhe um recado para Beatriz na presença de todos. O mouro e a criança desapareceram em fumo. A mãe de Beatriz ficou louca para sempre por causa, dizem, do desaparecimento da filha levada pelo mouro encantado do Cabril.

25
Jul 08

- Monumento do Distrito de Vila Real –

 

 

 

O Castelo de Chaves, localiza-se na cidade de Chaves.
A base primitiva do Castelo é anterior à ocupação romana da Península Ibérica, pensa-se talvez desde a época dos Visigodos (em que era apenas um castro) e terá sido conquistado pelos muçulmanos e reforçado do século VIII ao XI.
Na época da Reconquista cristã o Castelo é tomado pelo Reino de Leão. Mas no reinado de Afonso de Henriques é conquistado e incluído no Condado Portucalense.
Volta a mãos espanholas por volta de 1221, isto porque Afonso IX, rei de Leão, sob pretexto de assegurar à infanta portuguesa, D. Teresa (sua mulher), a posse dos castelos que seu pai (D. Sancho I) deixara em testamento e que o irmão (Afonso II) reivindicara, invadiu Portugal e tomou Chaves, que só voltaria a posse portuguesa 10 anos depois.
Em 1253, o Castelo serve de palco para o casamento de D. Afonso III com s infanta D. Beatriz, filha ilegítima de Afonso X, rei de Castela, enlace matrimonial relacionado com a disputa e domínio da região do Algarve.
O Castelo foi reconstruído por ordem de D. Afonso III e as obras estenderam-se até ao reinado de D. Dinis (sendo dessa data a Torre de Menagem).
Na crise da sucessão de 1383 de D. Fernando (não havia herdeiros masculinos), Chaves tomou partido por D. Beatriz que era casada com o rei de Castela.
Foi, D. João Mestre de Avis (filho de D. Pedro e D. Inês de Castro), quem subiu ao trono, levando a uma guerra com Castela. Neste contexto, o Castelo de Chaves foi cercado pelas tropas de D. Nuno Álvares Pereira, obrigando à sua rendição, para se tornar mais tarde propriedade do Condestável, por doação do rei D. João I.
Com a Guerra da Restauração, as defesas do Castelo foram modernizadas, servindo depois também para as invasões Francesas.
 
Sites consultados: Wikipédia, Guia da Cidade, Câmara Municipal de Chaves
 

23
Jul 08

- Artesanato da Região Autónoma da Madeira –

 

 

Os vimes foram uma das principais indústrias da Madeira.
A feitura de cestos para as vindimas ou para outras utilizações, foi muito desenvolvida na ilha.
A par dos cestos, existem ainda peças de mobiliário (cadeiras, canapés e mesas).
Mas é com os “Carros do Monte” que se assume a sua importância.
Antes de serem usados para fazer cestos ou mobiliário, os vimes são fervidos para lhes conferir elasticidade e torná-los mais fáceis de manejar. É essa fervura que lhes confere a cor acastanhada em vez do branco de origem.
A maior parte da produção é exportada para a Europa e Estados Unidos.
 
Sites consultados: Cantinho da Madeira
Imagens retiradas do Google
                                  

22
Jul 08

- Museu do Distrito de Leiria –

 

 

O Museu da Cerâmica, localizado nas Caldas da Rainha, foi criado oficialmente em 1983. Este museu está instalado na Quinta Visconde de Sacavém, formado por um Palacete romântico revivalista, rodeado de jardins de traçado romântico, com lagos, floreiras e alamedas.
No recinto da Quinta, funcionou entre 1892 e 1896, uma oficina designada Atelier Cerâmico, fundada pelo Visconde de Sacavém e que foi dirigida pelo escultor austríaco José Füller.
As colecções apresentadas no museu, provêm de vários centros cerâmicos do país e do estrangeiro, possui também uma mostra da produção cerâmica de Caldas da Rainha, do século XVI aos nossos dias, desde a cerâmica arcaica, até à produção artística de autor do século XIX, destacando-se o núcleo da autoria de Rafael Bordalo Pinheiro bem como a produção Arte Nova de Costa Motta Sobrinho.
As colecções integram ainda núcleos de miniatura com destaque para as obras de Mestre Elias e de azulejaria.
Estão também integradas nestas colecções um núcleo de faianças da Fábrica do Rato (1767-1779), um núcleo de olaria tradicional, um núcleo de produção local de escultura e miniatura.
O núcleo de cerâmica contemporânea de autor inclui, entre outros, peças de Artigas, Llorens Gardy, Júlio Pomar e painéis de azulejos e cerâmicas de Manuel Cargaleiro e de Cecília de Sousa.

Rua Ilídio Amado - Apartado 97 2504-910 Caldas da Rainha
Telefone
262 840 280
3.ª feira a Domingo: 10:00-12:30 e 14:00-17:00
Encerrado ao público à 2.ª feira e nos feriados de 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de Maio e 25 de Dezembro
Bilhete Normal - 2,00 €
Descontos:
Jovens (15-25 anos), reformados e professores de qualquer grau de ensino - 1,00 €
Cartão Jovem - 0,80 €
Isenções:
Domingos e feriados até às 14h00

 
Sites consultados: Wikipédia, IPM, lifecooler, Guia da Cidade
Imagens retiradas do Google

21
Jul 08

- Trajes Tradicionais da Região Autónoma dos Açores –

 

Traje de duas Saias (Ilha de São Jorge)
Este traje é composto por duas saias de baeta creme, com barra cor-de-rosa, franzidas na cintura com cós e abertura lateral. Por baixo tem uma blusa ampla, de pano branco, com duas pregas fundas na frente e nervuras nos lados. Ornamentado por bordado inglês e franzida nos punhos e em volta do pescoço. Na cabeça, um lenço de lã estampado com flores e barras azuis. Meias de lã e sapatos de sola de correola.

Traje Rico Feminino

A tradicional saia rica é tecida no tear manual com barra bordada e cobrindo grande parte inferior da saia, o seu avental também é de tecido grosseiro de lã de tear e muito bordado, em contraste com a saia, as cores da saia e do avental são bastante garridas, passando pelo azul e rosa, vermelho e azul, rosa e azul ou azul e vermelho.
A camisa é de linho branco com pequenas pregas e bordada a azul, o lenço é geralmente da cor do bordado da saia, as galochas (chinelas típicas)
. Neste traje utiliza-se também as típicas meias de renda e como roupa interior o saiote e o calção de pano branco ornados com rendas e entremeios brancos.

 

 

19
Jul 08

- Trajes Tradicionais Distrito de Braga -

 
Traje de Capotilha ou Romeira
Este traje tem sido aquele que melhor caracteriza Braga, apesar de não ser o único.
As mulheres solteiras utilizam romeiras ou capotilhas vermelhas, já as viúvas ou comprometidas, azul. Na cabeça usam um lenço, de cambraia ou tule e seda.
Por baixo da capotilha usam uma camisa dos ombros até aos joelhos que pode ser bordada a vermelho ou preto com golas grandes, para se notarem por baixo romeira. Usam também um colete de cores variáveis.
Debaixo da saia de baetilha preta guarnecida a vidrilho ou peles, os saiotes de roda. Por cima da saia, um avental branco e meias rendadas.
Traje da Ribeira
Este traje é caracterizado pelo cochiné, que deriva do francês “cache-nez”, um lenço de merino franjado.
Usam coletes de rabos de grande recortes ou outros que se resumem a tiras. A camisa de linho pode ser ou não bordada. A saia é obrigatoriamente de roda, franzida na cintura e decorada até meia altura por veludo, cetim ou vidrilhos. O avental é de veludo preto.
As algibeiras de cortes muito variados eram de várias cores. Calçavam chinela preta.

 

Sites consultados: Folke do Minho

Imagens retiradas do Google


18
Jul 08

- Festa Tradicional do Distrito de Vila Real –

 

 

Em Sanfins do Douro, concelho de Alijó no distrito de Vila Real, realiza-se de 10 a 15 de Agosto uma Romaria em honra da Nossa Senhora da Piedade.
Nesta Romaria, o ex-líbris é o Andor de Nossa Senhora da Piedade, tradição esta que atraí dezenas de pessoas à freguesia.
A Romaria começa no dia 10. No dia seguinte à noite, dá-se a procissão de Velas ao Santuário de Nossa Senhora da Piedade. Nos dias que se seguem até ao domingo, existem uma série de animações.
Mas é domingo, sem dúvida alguma, o principal dia da Romaria. Faz-se uma Missa Campal no Santuário e a arrematação do Andor de Nossa Senhora da Piedade, tradição única em Portugal. Depois disso, acontece a Procissão do Encontro.
Igreja de  Sanfins do Douro Romaria em Sanfins do Douro
O andor de Nossa Senhora desce em procissão do seu Santuário, ao mesmo tempo que. Da Igreja Matriz sai uma outra procissão ao encontro da primeira. Ao meio dia há uma nova Missa Solene. Mais tarde, dá-se a Procissão de Gala onde participam centenas de figuras bíblicas e mais andores ornamentados com flores naturais.
Nos dias que se seguem, existe mais animação. E na terça-feira tem lugar a Procissão do Regresso de Nossa Senhora da Piedade à sua Ermida, seguida de uma Missa Campal.
 
Imagens retiradas do Google

16
Jul 08

- Monumento do Distrito de Lisboa –

 

 

 

O Castelo dos Mouros data do século IX, localiza-se no concelho de Sintra. Na época tinha a função de vigia e não de defesa, daí nunca se ter travado nenhuma batalha. Foi conquistado por D. Afonso Henriques em 1147.
Visando o seu repovoamento e defesa, o soberano outorgou Carta de Foral a Sintra em 1154, quando terá determinado reparos nas suas defesas, dotando-a de uma Igreja (Igreja de São Pedro de Canaferrim).
Com o avanço do território para sul, este castelo foi perdendo importância e consequentemente abandonado.
No final do século XV foi ocupado por judeus, dado que na época estes eram obrigados a viver separados do resto da população. No entanto com a extinção das ordens religiosas e expulsão dos judeus do país, o castelo ficou definitivamente votado ao abandono. Isto porque, apesar de muitos soberanos portugueses habitarem Sintra, ficando no Paço Régio e passando o Castelo dos Mouros para segundo plano.
Com o terramoto de 1755 a estrutura original ficou em ruína e só no século XIX, no reinado de D. Fernando II, se faz o restauro integral do castelo.
Hoje em dia, pouco se pode encontrar da estrutura original, apenas restam as bases das torres e as muralhas.
 
Sites consultados: Wikipédia, Guia da Cidade, Portugal Virtual, Câmara Municipal de Sintra

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