Preservar e Transmitir pedaços do nosso Património

25
Ago 08

- Lugares do Distrito de Setúbal -

 

 

A Reserva Natural do Estuário do Tejo foi criada a 19 de Julho de 1976. É uma das mais importantes reservas europeias e a zona húmida mais extensa do país, possuíndo uma avifauna muito diversificada. Conta com 14.560 hectares.

Possuí habitats diversos e uma das maiores áreas de sapais.

O Estuário funciona como local de cria para peixes como o Linguado, o Robalo, Lampreia, Savelha e Enguia. Mas não só, espécies como o Flamingo, Águia-sapeira e o Ganso-bravo-comum frequentam esta zona na açtura das suas migrações. Em alturas de migração, a Reserva Natural do Estuário do Tejo é local de abrigo para mais de 120.000 aves.

A Reserva divide-se em duas áreas específicas: a Reserva Integral do Mouchão do Lombo do Tejo (protege a nidificação de algumas espécies) e a Reserva Integral de Pancas (da qual faz parte o sapal que se desenvolve entre a foz do rio Sorraia e Alcochete).

Nesta Reserva podemos ainda encontrar espécies como a lontra, touro, rato-de-cabrera, cavalo de lide e muitos outros.

No entanto, esta reserva não serve apenas de habitat para aves, mamíferos e outros. Nesta zona existe uma significativa quantidade de actividades relacionadas com o sal, por exemplo, as Salinas do Samouco. 

 

 


Sites consultados: Guia da Cidade, Wikipédia, Camâra Municipal de Alcochete, Atelier Hannover


23
Ago 08

 

 

 

 
As Festas da Feira de S. Pantaleão realizam em Figueiró dos Vinhos nos dias 26,27 e 28 de Julho (altura dos Santos Populares).
Esta Feira possui fortes raízes medievais dado que, anteriormente, nesta região, se realizava uma feira franca associada à colheita dos cereais. Por isso, ainda hoje, nesta altura, se concentram feirantes de todo o país para realizar a Feira de São Pantaleão.

 

O culto a S. Pantaleão (que foi um mártir da Igreja Católica) foi introduzido no concelho por um arcebispo de Braga - D. Diogo de Sousa. Na altura da feira, Figueiró dos Vinhos era invadida por vendedores e romeiros que aproveitavam a feira para vender os seus produtos e os romeiros para cumprir promessas.  
Como manda a tradição, vão estar presentes em Figueiró dos Vinhos feirantes de todo o país com os mais variados produtos. À vertente comercial junta-se a animação. "Esta é uma noite especial que atrai muita gente. É realizada pela prata da casa, dedicada aos nossos artistas e às associações e colectividades do concelho", explica Álvaro Gonçalves, vice-presidente da autarquia de Figueiró dos Vinhos. 
 
Imagens retiradas do site da Camâma de Figueiró dos Vinhos

 

- Festa Tradicional do Distrito de Leiria -

22
Ago 08

- Monumento do Distrito do Porto -

 

A Torre dos Clérigos está situada no Centro Histórico da cidade do Porto.

Monumento de estilo Barroco. É a torre mais alta de Portugal, com seis andares e 225 degraus. Mede 76 metros de altura e a sua construção iniciou-se em 1754 e foi concluída em 1763 sob a direcção do arquitecto italiano Nicolau Nasoni.
Do alto da Torre vislumbra-se quase toda a cidade do Porto e do Rio Douro até à Foz.

A torre foi a última construção do conjunto dos Clérigos, dos quais fazem parte a igreja e uma enfermaria. Foi iniciada em 1754, tendo em conta o aproveito do terreno que sobrara para a instalação da enfermaria dos Clérigos. O projecto inicial de Nasoni previa a construção de duas torres, e não apenas de uma. Foi mandada erigir por D. Jerónimo de Távora Noronha Leme e Sernache, a pedido da Irmandade dos Clérigos Pobres.
 

Sites consultados: Wikipédia, Guia da Cidade


21
Ago 08

- Artesanato do Distrito de Setúbal -

Bandarilha é o nome que se dá a uma haste de madeira de diferentes tamanhos, ornamentada com papel de seda às cores, tendo numa das pontas um arpão que se crava no touro, e nele fica preso.

A zona do Ribatejo é famosa pelos artesãos que fazem as Bandarilhas na época das touradas. Neste caso, fui encontrar no site da câmara municipal do Montijo uma pequena entrevista com um embolador da terra.

 

"Vítor Manuel Morgado Costa trabalha desde os 12 de idade, na confecção de bandarilhas para o mundo da tauromaquia. Começou com o seu pai que, por sua vez, seguiu os ensinamentos de seu avô, que continuou a arte de um tio. Uma tradição familiar, que ainda hoje se mantém. Vítor diz, com um orgulho interminável, que a sua filha, ainda tão jovem, já confecciona bandarilhas. “A família tem seguido a arte”, diz.

Para se conseguir fazer um trabalho desta natureza é necessário gostar-se bastante do mundo dos touros. E Vítor é um aficcionado de mão cheia. Percorre as corridas em Portugal, Espanha e França. E, além de mostrar o seu trabalho, ajuda os toureiros e cavaleiros nos afazeres da corrida. Um verdadeiro amor à arte. Mas, este amor só não chega para sobreviver, pois esta é uma arte sazonal e este artesão divide o tempo entre a sua oficina e o seu trabalho numa firma. Isto deve-se ao facto da temporada taurina não se desenvolver durante todo o ano, sendo o Inverno uma época baixa, pois não há corridas e os materiais, como o papel utilizado, são mais perecíveis devido à humidade. Porém, tem contrato certo com determinados cavaleiros, preparando as suas corridas.
As suas peças são, essencialmente, para serem utilizadas nas corridas de touros, embora faça algum artesanato, de vez em quando, para venda a particulares. É o caso das exposições que realiza cada vez que é convidado pela Câmara Municipal de Montijo e se pode deslocar.

O seu trabalho requer determinados preceitos e medidas, que Vítor se orgulha de respeitar. E diz-nos, com sorriso largo, que sabe as medidas dos cavaleiros e as cores que cada um prefere nas suas bandarilhas. Dá-nos como exemplo o cavaleiro Paulo Caetano, que gosta das suas bandarilhas todas brancas. Aliás, podem-se usar todas as cores, excepto o amarelo, por uma questão de superstição.

Por mais peças que faça, e são muitas durante a temporada taurina, cada uma tem um carácter artesanal, pois é totalmente concebida à mão, desde o preparar a madeira até ao enfeitar da bandarilha.

Quando falamos do futuro da profissão, refere que é uma arte com futuro, pois as corridas de toiros são uma tradição e não vão terminar. Desde que haja festa brava, terão que existir artesãos desta natureza. E com a tradição familiar assegurada pela filha, o futuro só poderá ser risonho."

 

Sites consultados: Wikipédia, Câmara Municipal do Montijo  


20
Ago 08

- História do Distrito de Viana do Castelo -

 

A história de Viana do Castelo começou no Monte de Santa Luzia, onde existe hoje uma igreja. Aqueles que quiserem ou poderem, podem subir ao topo do zimbório para uma vista magnífica. Não longe da igreja encontra-se a Pousada de Santa Luzia onde teria sido a antiga povoação e onde se encontram alguns vestígios arqueológicos.Esta povoação foi habitada desde 2000 aC até 1500 dC. O seu declínio veio com a invasão romana que expulsou para o vale os habitantes celtas desta povoação. Com a Reconquista Cristã surgiu um núcleo populacional que deu lugar a freguesia de Santa Maria. A sua privilegiada situação e sua proximidade a uma via medieval asseguraram a economia que se beneficiava das peregrinações a Santiago de Compostela.
No ano de 1258 Viana foi fundada junto a desembocadura do Rio Lima por D. Afonso III. Seu porto foi muito importante durante a Época das Descobertas, desta Vila marinheira partiram muitas embarcações que voltaram repletas de tesouros que enriqueceram a população.
Em 1374, é concluída a muralha da Vila, na altura com quatro portas: Porta de S. Pedro, Porta da Ribeira, Porta do Postigo e Porta de Santiago. No século XVI, foi aberta a Porta da Vitória. Em 1502, para defesa em relação à pirataria, foi construída uma fortificação na barra denominada Torre da Roqueta. A 1 de Junho de 1512, D. Manuel concede Foral Novo a Viana por a considerar importante pólo de comércio marítimo. Em 1563, D. Sebastião classifica Viana como «Vila Notável», dizendo-a uma das mais nobres e de maior rendimento do reino. Ao longo da Idade Média, Viana torna-se um importante porto marítimo, e durante a época dos Descobrimentos Portugueses, o porto de Viana era mesmo o terceiro mais movimentado do País. Já no século XX viria a ser construída uma frota bacalhoeira nos estaleiros de Viana do Castelo para a pesca do bacalhau nos mares do norte.
A meados do século XIX a população recebe o nome de Viana do Castelo quando D. Maria lhe concede o título de cidade.
É difícil resistir ao encanto da cidade de Viana do Castelo, quando a luz clara cria sombras geométricas por entre os majestosos edifícios históricos, onde os estilos manuelino, barroco, revivalista e art-déco predominam. As ruas e ruelas do centro histórico, um dos mais belos e bem conservados do Pais, chamam a nossa atenção, quer pelas belas fachadas armoriadas, quer pelos painéis de azulejos preciosos no traço e na cor, constituindo um autêntico compêndio da história da arquitectura em Portugal.  
Hoje em dia Viana do Castelo segue intimamente ligada ao mar, a economia ainda se sustenta nos estaleiros, mas sobretudo nos sectores dependentes do turismo, o comércio e os serviços, destaca também a indústria artesã.
Esta cidade do litoral Norte se caracteriza por sua combinação de mar, rio e montanha que a converte em um lugar de grande atractivo para o visitante. Além disso é considerada como uma importante cidade monumental, onde destaca o encanto do seu Centro Histórico.
 
Curiosidade acerca da origem do nome - Viana do Castelo: Conta-se que um cavaleiro se apaixonou por uma bela princesa. Rondava o castelo da sua amada, vezes sem conta, na esperança de a ver. Um dia, na varanda mais alta do castelo, viu a princesa, Ana de seu nome, que lhe acenava.
Louco de alegria, o cavaleiro não se conteve e então gritava:
"Vi Ana do Castelo! Vi Ana do Castelo!"
 
 
Sites consultados: Câmara Municipal de Viana do Castelo, Portugal Virtual, A Portugal, Guia da Cidade, UMinho
Imagens do site Guia da Cidade

 


19
Ago 08

- Festa Tradicional do Distrito do Porto -

> Diabos à solta em Amarante | 23 e 24 de Agosto

A Procissão dos Diabos realiza-se no concleho de Amarante, distrito do Porto, na noite de 23 para 24 de Agosto.

Esta festa irá contar com centenas de figurantes trajados a rigor (vestidos de diabo) que irão invadir as ruas de Amarante.

A Procissão dos Diabos surge, depois de, na segunda metade do século XIX, um inglês ter levado os "Diabos de Amarante" à feira de Paris onde estiveram expostos. Quando os diabos coltam a Amarante (um diabo e uma diaba), são recebidos pelos amarantinos que os tinham ido esperar à estação do comboio, em Santa Luzia, organizando, a partir daí uma procissão até ao largo de S. Gonçalo.

 

Diabos à solta

Assim sendo, a festa começa com uma procissão que parte do largo da estação de comboios, repleta de figurantes todos vestidos de diabos levando adereços como archotes, transportando também os andores que levam o diabo e a diaba, até ao largo de S. Gonçalo, onde terá lugar o "baile dos mafarricos". A festa termina com a "Queimada dos Diabos", uma mistura de frutos, aguardente e açúcar que será colocada num pote de ferro.

 

 

Sites consultados: Câmara Municipal de Amarante, Tâmega Online

Imagens retiradas do site da Junta de Freguesia de Fridão, Câmara de Amarante e google


18
Ago 08

- Artesanato do Distrito de Viseu -

As Colchas ou Mantas de Sernancelhe, distrito de Viseu, são colchas tecidas em linho, trapos ou lã unidos e cercados com franjas.

O concelho de Sernancelhe teve, antigamente, um fortíssimo vigor na área da tecelagem, no entanto, com o passar do tempo, foi diminuíndo, pouco restando nos dias de hoje. Porém, dois pólos começam a ganhar vida, as freguesias de Arnas e Chosendo.

 

Existem vários padrões, em tons de vermelho, o laranja, vinho, preto e verde, onde predominam padrões geométricos (a roseta, o quadrado, lonsango, florão) e florais (espinhas, trevos, bicos ou cambos, coroas florais), por vezes, surge também um motivo animalista - como o cordeiro, coroa de rei, nomes, etc. Tudo isto, configurado a um largo campo de xadrez, um crivo de minúsculos losangos, uma rede apertada e esbelta e faixas ou barras com motivos.

 

Sites consultados: Câmara Municipal de Sernancelhe, Lifecooler

Imagens retiradas da net e do site da Câmara Municipal de Sernancelhe


17
Ago 08

- Produto Regional do Distrito de Faro -

 

O Medronheiro, árvore que produz o fruto medronho que depois de fermentado resulta numa aguardente, é uma espécie muito comum em toda a Península Ibérica. No entanto, é na região Algarvia que existe em abundância.

 

 

Os medronheiros crescem principalmente nas vertentes voltadas a norte das serras, por serem as mais húmidas. O seu fruto, uma drupa de forma esférica e cor vermelha quando madura, é colhida no Outono e dá origem ao famoso medronho de Monchique. Fruto a partir do qual se produz a aguardente de medronho.

 

 

 

A "Estila" é o fabrico da aguardente de medronho. A fruta é fermentada em tanques de madeira ou barro ou de cobre. Actualmente a fermentação também se faz em depósitos de cimento, mas só em destilarias de significativa dimensão. A fermentação é natural e dura entre trinta a sessenta dias. Os tanques devem ser cobertos com frutos esmagados para evitar o contacto com o ar. Depois de fermentado o produto deve ser guardado durante sessenta dias e bem protegido do ar.

 

 

 

Sites consultados: Câmara municipal de Monchique, http://www.apena.rcts.pt/aproximar/floresta/alunos/arbustos/arbustos2.htm

Imagens retiradas do site Refoias


16
Ago 08

- Festa Tradicional do Distrito de Évora -

 

 

A Romaria de Nossa Senhora D'Aires é uma festa que se realiza em Viana do Alentejo, anualmente. É uma festa que data de 1748 e crê-se que surge graças a um voto feito por comerciantes que viam a população da terra ser dizimada por uma epidemia. Estes prometeram dar à Virgem uma festa e romaria em sua honra se a epidemia desaparecesse. Quando viram o seu voto atendido, começaram imediatamente a construção do Santuário de Nossa Senhora D'AIres e a partir dessa altura a feira e a romaria passou a realizar-se todos os anos.

 

 

A Festa é constituída por uma feira (a grande atracção) que teve origem no alvará de D. José I que permitiu a realização de uma Feira franca; e por uma romaria que ocorre no quarto domingo do mês de Setembro onde se realiza uma pequena procissão com a imagem da Virgem em redor do templo.

Esta feira é considerada a Romaria mais importante da região Sul.

 

Sites consultados: Wikipédia, Cidadegar

Imagens do blogue Viana e Tal


04
Ago 08

- Artesanato do Distrito de Braga -

 

 

A Cantarinha dos Namorados ou Cantarinha das Prendas, é feita em barro vermelho polvilhada de mica branca.

Existem as Cantarinhas grandes, símbolo da abundância, do futuro, da esperança. E a Cantarinha pequena, símbolo da vida real, das incertezas do ffuturo e das pequenas felicidades do quotidiano.

A Cantarinha era utilizada, assim como os lenços dos namorados, como símbolo de aceitação ou rejeição de um pedido de namoro/noivado. Quando um rapaz se decidia em ir pedir a mão de uma rapriga à família dela, oferecia à rapariga a Cantarinha das Prendas. Se a Cantarinha era aceite, o pedido particular estava feito, e a partir daí ficavam comprometidos um com o outro. O anúncio do noivado era feito apenas se houvesse consentimento dos pais. Se houvesse consentimento dos pais, o noivado era anunciado e o dote tratado, e as prendas oferecidas aos noivos eram colocadas na Cantarinha (cordões de ouro, tranceletes, cruzes, corações. Outra versão diz que, dentro da Cantarinha eram colocadas rifas. A rapariga, tirava depois uma ao acaso que correspondia a uma prenda.

 

 

Sites consultados: Guimarães-Apontamentos-História, Estado Sentido

Imagens retiradas do Google


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