Preservar e Transmitir pedaços do nosso Património

15
Dez 08

Presépio em areia: S. João da MadeiraArrancou no dia 29 de Novembro o programa de animação "O Natal Desce à Rua", que se prolonga até ao próximo dia 6 de Janeiro em S. João da Madeira.


Grande destaque da edição deste ano é o Presépio gigante de areia que já começou a ser construído na Praça Luís Ribeiro e que será inaugurado na noite de 13 de Dezembro. Esse momento será assinalado com a actuação de coros da cidade, uma concentração de barretes de Natal com luz e uma caminhada de Natal.

O presépio de areia de S. João da Madeira é o maior já modelado em Portugal e um dos maiores da Europa, estando a respectiva modelação a cargo de quatro prestigiados escultores: Pedro Mira (Portugal), Marjon Katerberg (Holanda), Óscar Rodriguez (Espanha) e Gisele Prata Real (Brasil).

Durante a modelação da areia, haverá a possibilidade de acompanhamento dos trabalhos em diversos momentos, num processo que conta com os Bombeiros Voluntários de S. João da Madeira como parceiros solidários, tal como acontece em relação ao restante programa natalício.

O apoio que a corporação obtiver do público pela colaboração em algumas das actividades - todas elas gratuitas - será canalizado para a compra de um novo autotanque para melhorar o serviço à população.

 

Guia da Cidade


07
Dez 08

- Festa Tradicional do Distrito de Faro -

 

 

"A Festa da Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Quarteira e dos seus pescadores, tem raízes culturais profundas na comunidade piscatória e em todos os naturais da localidade, uma vez que a imagem foi encontrada nas redes, pelos pescadores há mais de 200 anos.

 

Reza a curta história desta capela que recebe os pescadores no seu regresso do mar que, no mesmo ano em que foi erigida, protegeu as embarcações de um violento temporal que se abateu na costa do Algarve, apesar dos estragos materiais provocados."

A Festa da Nossa Senhora da Conceição realiza-se no dia 8 de Dezembro de cada ano, no concelho de Loulé, Quarteira.

O festejo conta com celebrações religiosas (as novenas), o desfile das embarcações de pesca engalanadas que acompanham a procissão de velas religiosa (que começa na Igreja de Nossa Senhora da Conceição e termina na Igreja de São Pedro do Mar), a Bênção do Mar que leva a imagem a pecorrer as ruas de Quarteira e ainda a fazer uma viagem de barco que acontece no Porto de Quarteira.

 

Sites consultados: Guia da Cidade, Região Sul, Câmara Municipal de Loulé

 


02
Dez 08

 

Há muitos, muitos anos, quando a Caparica era apenas um local ermo, com meia dúzia de casas, apareceu uma criança muito bonita, pobremente vestida que ninguém sabia donde vinha. Um velho da freguesia da Senhora do Monte tomou conta dessa menina que não sabia nada sobre a sua origem, apenas sabia que possuía aquela capa que trazia. O velho reparou que a capa, apesar de muito velha, era uma capa de qualidade, provavelmente pertencente a uma família rica ou mesmo nobre. Passaram-se muitos anos até que a menina se tornou numa bela jovem. Estando o velho às portas da morte pediu-lhe, como última vontade, que pusesse a sua capa por cima dele para o aquecer naqueles últimos momentos, dizendo à jovem que aquela capa velha era uma capa rica. A jovem fez-lhe a vontade e, quando o velho morreu, juntou o pouco dinheiro que restava para lhe dar uma sepultura digna. Passou dias sem comer e noites sem dormir mas tinha a consciência tranquila de ter retribuído tanto em vida como na morte a bondade do velho. A jovem ficou naquele casebre e envelheceu sozinha. O povo, que a achava estranha e lhe chamava bruxa, reparou que ela tinha o ritual de subir ao alto do monte e, num ar de êxtase, rezava a Deus pedindo-lhe que quando morresse o Manto Divino de Nossa Senhora do Monte cobrisse com a Sua benção todos aqueles que naquela localidade A veneravam. Ao terminar aquelas palavras ela pegava na sua capa velha e erguia-a ao céu. Este estranho comportamento chegou aos ouvidos do rei que a mandou vir à sua presença, acompanhada da famosa capa que todos diziam ter feitiço. A velha senhora disse ao rei que nada tinha a ver com bruxedos e que o que fazia era apenas rezar a Deus. Comovido, o rei mandou-a embora com uma bolsa de dinheiro e a velha continuou a sua vida solitária até que um dia morreu. Junto do corpo da Velha da Capa, que era como o povo a designava, encontraram uma carta dirigida ao rei. A Velha da Capa tinha descoberto na hora da sua morte que a capa era afinal uma capa rica porque tinha encontrado uma verdadeira riqueza escondida no seu forro. Pedia ao rei que utilizasse aquele tesouro para transformar aquela costa numa terra de sonho e maravilha onde houvesse saúde e alegria para todos. Reza a lenda que foi assim que surgiu a Costa da Caparica, em homenagem de uma menina de origem desconhecida que tinha como único bem uma capa velha que afinal era uma capa rica.


24
Nov 08

- História do Distrito de Évora -

 

Com vestígios de ocupação humana desde tempos pré-históricos, encontra-se na sua área imensos monumentos megalíticos e antas, muitas em bom estado de conservação, como é exemplo a Capela de S. Dinis, em Pavia, onde, na Idade Medieval, se adaptou uma grande anta a capela, e que é um dos marcos da região.
O território onde se veio a edificar Mora, esta no séc.XII, abrangido pelos limites jurisdicionais do Castelo de Coruche o qual foi, em 1176, doado por D. Afonso Henriques aos chamados Freires de Évora.
O nome Mora, surge apenas em 1293, num documento, onde se faz referência a "cabeça de mora". Pode-se então concluir que na segunda metade do séc.XII, já existia um "logo" com o nome Mora e porque este termo significa agremiações de pastores transumantes, Mora seria, por essa época, sede de uma dessas agremiações.
A Torre do Relógio começou por dar lugar aos Paços do Concelho. Edificado, não se sabe ao certo se antes de Mora receber o Foral Manuelino (a 23 de Novembro de 1519), ou depois.
 
Sites consultados: Câmara Municipal de Mora, Guia da Cidade, Roteiro Turístico de Mora

 


23
Nov 08

- Festas Tradicionais do Distrito de Portalegre -

 

Esta festa realiza-se no segundo fim-de-semana de Novembro no município de Marvão.

Aí podemos encontrar castanhas, vinho, artesanato, gastronomia com castanha, doces de castanha, produtos regionais e animação musical. No fundo, tudo o que contenha castanha, faz parte desta fantástica festa!
"No âmbito da feira decorre também o Concurso de Gastronomia com Castanha, e o Concurso de Doçaria de Castanha. Estas duas iniciativas têm como principal objectivo a recuperação da gastronomia á base de castanha."

Cinco mil quilos de castanha e dois mil litros de vinho são um dos atractivos da Festa da Castanha na Vila de Marvão. É o acontecimento anual de maior impacto na Vila Alentejana a Festa da Castanheiro/Feira da Castanha.

Sites consultados: Câmara Municipal de Marvão, Diário do Sul

 

"Centenas de artistas de animação nas ruas; Quatro magustos colocados em sítios estratégicos da vila com excelente castanha assada e vinho da região; Mais de 80 postos de artesanato do mais autêntico e português; Área de enchidos e queijos; Área de compotas, licores e doces caseiros; Concurso de Doçaria com castanha na Casa da Cultura; Tenda dos produtores locais com os melhores produtos da terra. Outra atracção é a Quinzena Gastronómica da Castanha que decorre de 1 a 16 de Novembro, nos restaurantes aderentes do Concelho." 

 

 

Imagens retiradas da Câmara Municipal do Marvão 


22
Nov 08

- Museu da Região Autónoma da Madeira -

 

 

Mapas, instrumentos de navegação, iluminuras e retratos de Cristóvão Colombo são algumas das peças que relembram o navegador e trazem a sua história do séc. XVI até à actualidade. O núcleo encontra-se instalado na casa onde o navegador viveu com Filipa Moniz, filha de Bartolomeu Perestrelo, 1º Capitão Donatário do Porto Santo.

O site é bastante interactivo, faz-nos uma visita guiada virtual à Exposição Permanente muito interessante, carregue aqui para ver.

A Colecção aí presente é muito variada mas sempre relacionada com a História de Porto Santo.

 

                            Estante Missal 1                        Retrato Colombo

 

 

Horário de visita: De Terça-feira a Sábado das 10:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:30, Domingos e Feriados das 10:00 às 13:00. De Julho a Setembro, encontra-se aberto até às 19:00h.

 


17
Nov 08

- Monumentos da Região Autónoma dos Açores -

 

 

Situado em pleno centro histórico da maravilhosa cidade de Angra do Heroísmo, classificado pela UNESCO como Património da Humanidade, o Palácio dos Capitães Generais é um belo palácio, de dimensões consideráveis, que atesta o poderio económico da cidade ao longo dos séculos.

O edifício foi mandado construir em 1570 pelo rei D. Sebastião, para oferta à então importante Companhia de Jesus, projectado como convento e colégio.
Ao longo dos séculos, esta bela construção foi servindo a variados propósitos: como habitação de famílias nobres, sede de regência do Reino e Paço Real… Desde 1766 está destinado à residência dos Capitães Generais dos Açores. Um Capitão General era o governador e comandante militar de qualquer capitania-geral Portuguesa.

O Palácio alberga interessantes obras de arte e mobiliário, albergando uma interessante colecção de azulejaria, telas, esculturas, entre muitas outras riquezas, estando hoje em dia classificado como Imóvel de Interesse Público. De realçar, a Sala dos Reis, com retratos a óleo em tamanho natural dos Reis da Dinastia de Bragança.

A bela Igreja do Colégio, anexa ao Palácio, data do século XVII, envergando a mesma equação arquitectónica do restante conjunto, é dona de um interessante património do qual se destaca a talha dourada, a azulejaria Holandesa do século XVII e XVIII, ricas peças de estatuária e painéis de pintura do século XVII.

 

Guia da Cidade


13
Nov 08

Corria o ano de 1637. Na cidade fronteiriça de Elvas, vivia um jovem fidalgo, de poucas posses, chamado Lopo de Mendonça, conhecido pela sua valentia e porte galante e ainda pela sua influência entre as mulheres. D. Lopo era, por isso, presença assídua em todas as festas das redondezas.

Numa dessas ocasiões, por alturas da feira de Zafra, aconteceu D. Lopo conhecer a mais bela das jovens casadoiras, D. Mência, daquela cidade espanhola. Logo se apaixonaram um pelo outro, passando o moço fidalgo a visitá-la com frequência. Contudo, numa dessas saídas, voltou apreensivo. Ao ser abordado pelo seu amigo D. Álvaro para que se abrisse com ele, contou-lhe que pedira D. Mência em casamento, mas que o pai recusara o pedido, pois ela estava prometida a D. Afonso Ramirez, descendente de uma nobre e riquíssima família. A jovem tinha sido encerrada num convento enquanto preparavam a boda com o fidalgo espanhol. D. Álvaro ficou pensativo e, como não podia ver o amigo infeliz, logo ali o aconselhou a partir para Zafra para falar com D. Mência. Se ela o amasse verdadeiramente talvez concordasse em fugir com o fidalgo português.
Assim fez D. Lopo. Era já noite quando chegou ao convento. Pediu para falar com uma das noviças junto de quem D. Mência tinha encontrado algum apoio e expôs-lhe o seu plano. A noviça ficou assustada, mas lá combinou um encontro entre os jovens apaixonados.
Era uma hora da madrugada quando finalmente puderam falar. As lágrimas corriam pelo rosto de D. Mência, pois julgava não mais ver o seu amado. Estava disposta a afrontar o pai, pois a vida sem D. Lopo representava a morte. Combinaram, então, encontrar-se no dia seguinte à mesma hora. D. Mência subiria à torre; aí estaria D. Lopo à sua espera. Em baixo, um cavalo e um pagem esperariam por eles.

O dia passou e chegou o momento aprazado. O jovem lá estava junto ao convento. Viu a corda pendente da torre e preparou-se para subir. De repente, viu-se rodeado por D. Árias, o pai de D. Mência, e quatro criados. O pagem contratado tinha-o traído. Era um dos criados de D.Árias. Ouviu-se um grito na torre. D. Mência tinha desmaiado. Furioso com aquela emboscada e afrontado com a bofetada que o pai da jovem lhe tinha dado, D. Lopo desembainhou a sua espada e enterrou-a no peito de D. Árias. Depois defrontou-se com dois dos criados do fidalgo espanhol, ferindo-os. Os outros dois fugiram. Aproveitando a confusão, conseguiu fugir de Zafra e atingir Sevilha, onde se alistou numa companhia que partia nesse dia para Nápoles. Queria morrer honradamente, combatendo numa qualquer batalha, pois não conseguia esquecer que assassinara o pai da sua amada.

Um ano passou. D. Lopo regressou a Zafra e procurou D. Mência. A jovem professara naquele mesmo convento de Sta. Clara. Desiludido, angustiado, perseguido ainda pelo espectro de D. Árias, D. Lopo voltou para os campos de batalha e só descansou em paz quando a morte o veio finalmente buscar.

 


08
Nov 08

 

A 19.ª edição da Feira do Mel e da Castanha, tem por finalidades valorizar as potencialidades naturais da Serra da Lousã, assim como a produção e comercialização destes dois produtos intimamente ligados à Serra.

 


O certame pretende servir de actividade motivadora, para que se retome o plantio do castanheiro, atendendo à importância económica desta árvore ao nível da exploração dos seus frutos e da madeira.

Suscitar a atenção do público para as potencialidades desta região, nomeadamente da zona serrana, para o incremento da apicultura e salientar as virtualidades proteicas do mel como alimento dietético natural e açucarado ideal também faz parte dos intentos da iniciativa.

Neste certame só é admitido mel da zona abrangida pela Serra da Lousã e que engloba a constituída Região Demarcada de Mel da Serra da Lousã, enquanto que ao nível da castanha é admitida fruta do contexto nacional.

 

Guia da Cidade
 


01
Nov 08

- Lenda do Distrito da Guarda -

Almofala foi em tempos terra de Mouros como o indica o significado do seu nome em árabe: "hoste ou arraial de Mouros". Nesses tempos longínquos vivia em Almofala uma jovem muito bela chamada Salúquia que a todos fascinava e trazia presos aos seus caprichos, em completa submissão. Até que um dia um novo governador árabe jovem, bonito e altivo veio chefiar aquela região e a todos pediu obediência completa na organização da defesa na luta contra os cristãos. Todos baixaram as cabeças, excepto Salúquia que, habituada a não obedecer e a ser obedecida, lhe perguntou se ela também teria de obedecer. O governador inteirando-se do estranho poder de Salúquia, disse-lhe que se não obedecesse seria castigada. Desafiadora, Salúquia disse que se ele ousasse castigá-la seria amaldiçoado e, perante o ousado desafio, o governador mandou que lhe dessem seis vergastadas. Passou algum tempo, durante o qual as invasões cristãs não davam descanso ao governador que, de repente, começou a padecer de dores estranhas que nem os melhores físicos conseguiam curar. Era a maldição de Salúquia que começava a fazer efeito.

Os cristãos estavam agora já nos arredores de Almofala confrontando-se com os mouros. Salúquia que o castigo tinha amargurado andava pelos campos, vagueando sozinha. Foi então que encontrou um cristão velho e ferido que lhe pediu ajuda. Salúquia recusou porque iria contra as ordens do governador. Quando o cristão lhe perguntou se o governador era cruel, Salúquia surpreendeu-se a si própria ao dizer que era apenas justo. Nesse momento, surpreenderam-na o tom da sua voz e a emoção que sentiu. Foi então que o cristão lhe disse o que o seu Deus lhe tinha dito: apesar de ter amaldiçoado o governador Salúquia amava-o e, pelo seu lado, o governador também a amava e nunca a tinha esquecido. Se Salúquia o ajudasse, o Deus dos cristãos também a ajudaria a reparar o mal que tinha feito com a sua maldição. A pedido do ferido, Salúquia levou-o a uma fonte próxima e verificou com espanto que as suas águas lhe saravam as feridas. Nesse momento, Salúquia e o cristão ouviram os passos de um cavalo que se aproximava: era o governador que quando os viu se apeou do cavalo. As dores fortes que sentia interromperam as suas primeiras recriminações. Salúquia deu-lhe a beber a água da fonte e começou a chorar, dizendo-lhe que era capaz de dar a vida por ele. O governador, curado das suas dores, abraçou-a e disse-lhe que a amava desde o primeiro momento que a tinha visto, mas o orgulho de ambos os tinha afastado. O cristão desapareceu e Salúquia e o governador viveram felizes para sempre. Mais tarde, quando aquelas terras foram conquistadas pelos cristãos, foram ambos baptizados. As águas de Almofala continuam ainda hoje, diz o povo, a manter os seus incríveis poderes curativos.

 


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