Preservar e Transmitir pedaços do nosso Património

07
Dez 08

- Festa Tradicional do Distrito de Faro -

 

 

"A Festa da Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Quarteira e dos seus pescadores, tem raízes culturais profundas na comunidade piscatória e em todos os naturais da localidade, uma vez que a imagem foi encontrada nas redes, pelos pescadores há mais de 200 anos.

 

Reza a curta história desta capela que recebe os pescadores no seu regresso do mar que, no mesmo ano em que foi erigida, protegeu as embarcações de um violento temporal que se abateu na costa do Algarve, apesar dos estragos materiais provocados."

A Festa da Nossa Senhora da Conceição realiza-se no dia 8 de Dezembro de cada ano, no concelho de Loulé, Quarteira.

O festejo conta com celebrações religiosas (as novenas), o desfile das embarcações de pesca engalanadas que acompanham a procissão de velas religiosa (que começa na Igreja de Nossa Senhora da Conceição e termina na Igreja de São Pedro do Mar), a Bênção do Mar que leva a imagem a pecorrer as ruas de Quarteira e ainda a fazer uma viagem de barco que acontece no Porto de Quarteira.

 

Sites consultados: Guia da Cidade, Região Sul, Câmara Municipal de Loulé

 


28
Out 08

- Lugares do distrito de Faro -

 

As ruínas de Milreu, situadas perto de Estoi (concelho de Faro), mostram vestígios de uma vila romana do século III.

Possuí vestígios de uma grande casa senhorial, instalações agrícolas, balneário e templo. Além disso, são visíveis ainda dois mausoléus e um peristilo com 22 colunas que ladeia um pátio aberto, com jardim e tanque de água. Em toda a área residencial encontramos mármores e mosaicos de motivos diversos.


O centro interpretativo das Ruínas Romanas do Cerro da Vila permite aos visitantes descobrir os aspectos do quotidiano destes habitantes do antigo Algarve e explorar o conjunto de silos da época islâmica, as fundações de uma torre funerária e a zona portuária do período romano.

 

 

Sites consultados: Guia da Cidade, IPPAR, Visita Algarve

 


25
Set 08

Há muitos e muitos séculos, antes de Portugal existir e quando o Al-Gharb pertencia aos árabes, reinava em Chelb, a futura Silves, o famoso e jovem rei Ibn-Almundim que nunca tinha conhecido uma derrota. Um dia, entre os prisioneiros de uma batalha, viu a linda Gilda, uma princesa loira de olhos azuis e porte altivo. Impressionado, o rei mouro deu-lhe a liberdade, conquistou-lhe progressivamente a confiança e um dia confessou-lhe o seu amor e pediu-lhe para ser sua mulher. Foram felizes durante algum tempo, mas um dia a bela princesa do Norte caiu doente sem razão aparente. Um velho cativo das terras do Norte pediu para ser recebido pelo desesperado rei e revelou-lhe que a princesa sofria de nostalgia da neve do seu país distante. A solução estava ao alcance do rei mouro, pois bastaria mandar plantar por todo o seu reino muitas amendoeiras que quando florissem as suas brancas flores dariam à princesa a ilusão da neve e ela ficaria curada da sua saudade. Na Primavera seguinte, o rei levou Gilda à janela do terraço do castelo e a princesa sentiu que as suas forças regressavam ao ver aquela visão indiscritível das flores brancas que se estendiam sob o seu olhar. O rei mouro e a princesa viveram longos anos de um intenso amor esperando ansiosos, ano após ano, a Primavera que trazia o maravilhoso espectáculo das amendoeiras em flor.

 


15
Set 08

- Lenda do Distrito de Faro -

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Reinava em Silves o inteligente e corajoso rei mouro Ben-Afan que numa noite de tempestade, no intervalo das suas lutas contra os cristãos, teve um sonho extraordinário. Um sonho que começou por ser um pesadelo, com tempestades e vampiros, mas que se tornou numa visão de anjos, música e perfumes e terminou pelo rosto de uma mulher, divinamente bela, com uma cruz ao peito. No dia seguinte, Ben-Afan procurou a fada Alina, sua conselheira, que lhe revelou que tinha sido ela própria a enviar-lhe o sonho e que a sua vida iria mudar. Deu-lhe então dois ramos, um de flor de murta e outro de louro, significando respectivamente o amor e a glória. Consoante os ramos murchassem ou florissem assim o rei deveria seguir as respectivas indicações. Enviou-o ao Mosteiro de Lorvão e disse-lhe que lá o esperava aquela que o amor tinha escolhido para sua companheira: Branca, princesa de Portugal. Para entrar no mosteiro, Ben-Afan disfarçou-se de eremita e o primeiro olhar que trocou com a princesa uniu-os para sempre. O rei mouro voltou ao seu castelo e preparou os seus guerreiros para o rapto da princesa. Branca de Portugal e Ben-Afan viveram a sua paixão sem limites, esquecidos do mundo e do tempo. O ramo de murta mantinha-se viçoso, até que um dia D. Afonso III, pai de Branca, cercou a cidade de Silves e Ben-Afan morreu com glória na batalha que se seguiu. Nas suas mãos foram encontrados um ramo de murta murcho e um ramo de louro viçoso.

 


17
Ago 08

- Produto Regional do Distrito de Faro -

 

O Medronheiro, árvore que produz o fruto medronho que depois de fermentado resulta numa aguardente, é uma espécie muito comum em toda a Península Ibérica. No entanto, é na região Algarvia que existe em abundância.

 

 

Os medronheiros crescem principalmente nas vertentes voltadas a norte das serras, por serem as mais húmidas. O seu fruto, uma drupa de forma esférica e cor vermelha quando madura, é colhida no Outono e dá origem ao famoso medronho de Monchique. Fruto a partir do qual se produz a aguardente de medronho.

 

 

 

A "Estila" é o fabrico da aguardente de medronho. A fruta é fermentada em tanques de madeira ou barro ou de cobre. Actualmente a fermentação também se faz em depósitos de cimento, mas só em destilarias de significativa dimensão. A fermentação é natural e dura entre trinta a sessenta dias. Os tanques devem ser cobertos com frutos esmagados para evitar o contacto com o ar. Depois de fermentado o produto deve ser guardado durante sessenta dias e bem protegido do ar.

 

 

 

Sites consultados: Câmara municipal de Monchique, http://www.apena.rcts.pt/aproximar/floresta/alunos/arbustos/arbustos2.htm

Imagens retiradas do site Refoias


31
Jul 08

- Artesanato Distrito Faro -

 

 

 As rendas de Bilros são realizadas com peças de madeira, que têm o nome de bilros, daí a origem do nome das redas.

As rendas de bilros são feitas sobre um desenho feito em cartolina picotada nos pontos onde são espetados os alfinetes. Sobre uma almofada (rebolo), suportada por uma canastra de verga especial, as rendeiras manejam os bilros que seguram a linha de algodão penteado.
Uma das extremidades do bilro tem a forma de pêra e o fio está enrolado na outra extremidade. Os bilros são manejados aos pares pela rendilheira.
Na zona de Olhão e Fuzeta, a renda mais comum é a de duas agulhas, que lembra uma rede de pescador.
A origem desta renda não é muito certa, alguns acreditam que é uma técnica oriunda do Oriente (China ou índia), tendo chegado a Portugal no século XV.
Porém, este artesanato não é exclusivo da região algarvia, regiões como Peniche, Vila do Conde e Póvoa de Varzim acolhem esta tradição.

Sites consultados: Wikipédia, Garatujando, Visitalgarve

Imagens retiradas do Google.


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