Preservar e Transmitir pedaços do nosso Património

23
Nov 08

- Festas Tradicionais do Distrito de Portalegre -

 

Esta festa realiza-se no segundo fim-de-semana de Novembro no município de Marvão.

Aí podemos encontrar castanhas, vinho, artesanato, gastronomia com castanha, doces de castanha, produtos regionais e animação musical. No fundo, tudo o que contenha castanha, faz parte desta fantástica festa!
"No âmbito da feira decorre também o Concurso de Gastronomia com Castanha, e o Concurso de Doçaria de Castanha. Estas duas iniciativas têm como principal objectivo a recuperação da gastronomia á base de castanha."

Cinco mil quilos de castanha e dois mil litros de vinho são um dos atractivos da Festa da Castanha na Vila de Marvão. É o acontecimento anual de maior impacto na Vila Alentejana a Festa da Castanheiro/Feira da Castanha.

Sites consultados: Câmara Municipal de Marvão, Diário do Sul

 

"Centenas de artistas de animação nas ruas; Quatro magustos colocados em sítios estratégicos da vila com excelente castanha assada e vinho da região; Mais de 80 postos de artesanato do mais autêntico e português; Área de enchidos e queijos; Área de compotas, licores e doces caseiros; Concurso de Doçaria com castanha na Casa da Cultura; Tenda dos produtores locais com os melhores produtos da terra. Outra atracção é a Quinzena Gastronómica da Castanha que decorre de 1 a 16 de Novembro, nos restaurantes aderentes do Concelho." 

 

 

Imagens retiradas da Câmara Municipal do Marvão 


13
Nov 08

Corria o ano de 1637. Na cidade fronteiriça de Elvas, vivia um jovem fidalgo, de poucas posses, chamado Lopo de Mendonça, conhecido pela sua valentia e porte galante e ainda pela sua influência entre as mulheres. D. Lopo era, por isso, presença assídua em todas as festas das redondezas.

Numa dessas ocasiões, por alturas da feira de Zafra, aconteceu D. Lopo conhecer a mais bela das jovens casadoiras, D. Mência, daquela cidade espanhola. Logo se apaixonaram um pelo outro, passando o moço fidalgo a visitá-la com frequência. Contudo, numa dessas saídas, voltou apreensivo. Ao ser abordado pelo seu amigo D. Álvaro para que se abrisse com ele, contou-lhe que pedira D. Mência em casamento, mas que o pai recusara o pedido, pois ela estava prometida a D. Afonso Ramirez, descendente de uma nobre e riquíssima família. A jovem tinha sido encerrada num convento enquanto preparavam a boda com o fidalgo espanhol. D. Álvaro ficou pensativo e, como não podia ver o amigo infeliz, logo ali o aconselhou a partir para Zafra para falar com D. Mência. Se ela o amasse verdadeiramente talvez concordasse em fugir com o fidalgo português.
Assim fez D. Lopo. Era já noite quando chegou ao convento. Pediu para falar com uma das noviças junto de quem D. Mência tinha encontrado algum apoio e expôs-lhe o seu plano. A noviça ficou assustada, mas lá combinou um encontro entre os jovens apaixonados.
Era uma hora da madrugada quando finalmente puderam falar. As lágrimas corriam pelo rosto de D. Mência, pois julgava não mais ver o seu amado. Estava disposta a afrontar o pai, pois a vida sem D. Lopo representava a morte. Combinaram, então, encontrar-se no dia seguinte à mesma hora. D. Mência subiria à torre; aí estaria D. Lopo à sua espera. Em baixo, um cavalo e um pagem esperariam por eles.

O dia passou e chegou o momento aprazado. O jovem lá estava junto ao convento. Viu a corda pendente da torre e preparou-se para subir. De repente, viu-se rodeado por D. Árias, o pai de D. Mência, e quatro criados. O pagem contratado tinha-o traído. Era um dos criados de D.Árias. Ouviu-se um grito na torre. D. Mência tinha desmaiado. Furioso com aquela emboscada e afrontado com a bofetada que o pai da jovem lhe tinha dado, D. Lopo desembainhou a sua espada e enterrou-a no peito de D. Árias. Depois defrontou-se com dois dos criados do fidalgo espanhol, ferindo-os. Os outros dois fugiram. Aproveitando a confusão, conseguiu fugir de Zafra e atingir Sevilha, onde se alistou numa companhia que partia nesse dia para Nápoles. Queria morrer honradamente, combatendo numa qualquer batalha, pois não conseguia esquecer que assassinara o pai da sua amada.

Um ano passou. D. Lopo regressou a Zafra e procurou D. Mência. A jovem professara naquele mesmo convento de Sta. Clara. Desiludido, angustiado, perseguido ainda pelo espectro de D. Árias, D. Lopo voltou para os campos de batalha e só descansou em paz quando a morte o veio finalmente buscar.

 


29
Jul 08

- Festa Tradicional do Distrito de Portalegre -

 

http://www.dailymotion.com/video/x27hm5_festa-das-flores-em-campo-maior-chi_parties

 

As Festas do Povo, também conhecidas pelas Festas das Flores ou dos Artistas, consistem na decoração das ruas de Campo Maior (distrito de Portalegre) com flores de papel feitas pelos habitantes de cada rua.
As casas caiam-se e a população junta-se para fazer esta maravilhosa festa, que rouba muitas horas de descanso a alguns e traz centenas de sorrisos depois do trabalho feito, quando todas aquelas ruas ficam floridas!
A curiosidade destas festas reside no facto de se realizarem quando o povo deseja, ou seja, nuns anos há, noutros (nem por isso!). Mas a tradição diz que se deve começar a preparar a festa em Janeiro, para que algures em Setembro esteja pronta. Elege-se o “cabeça de rua”, que se encarrega de organizar os trabalhos, faz-se o esboço da obra e escolhem-se as decorações e – mão à obra! Noites passadas em reunião com os vizinhos a fazer flores de papel.
“Pela originalidade, pela beleza, pela poesia, pela arte, por tudo isto e por muito mais vale a pena assistir ao espectáculo que são estas Festas, únicas no mundo, mas portuguesas, com certeza.”
 
Sites consultados: Joaquim Folgado Campo Maior, Rosa dos Ventos

02
Jul 08

 

 

- Monumento do Distrito de Portalegre –

 

O Castelo de Castelo de Vide, localiza-se na freguesia de Santa Maria da Devesa, no concelho de Castelo de Vide.

 

Está construído sobre uma colina da Serra de São Mamede, antigamente tinha uma função defensiva, pois situava-se junto à fronteira com Espanha.

Devido à beleza da paisagem e do município, esta zona é conhecida com a "Sintra do Alentejo".

 

Só em 1232 é que a povoação de Castelo de Vide aparece como domínio do reino de Portugal. No entanto, acredita-se que o Castelo poderá ter sido reconquistado aos árabes por D. Afonso Henriques em 1148.

  

 

Este Castelo trouxe algumas desavenças na família real portuguesa, isto porque, eram filhos de dois casamentos diferentes (o que gerava discórdias entre qual deveria subir ao trono) e porque o Castelo foi doado por D. Afonso III ao infante D. Afonso Sanches que começou a reforçar as suas defesas, construindo muralhas à volta do Castelo. O seu irmão, Rei D. Dinis, achou aquilo estranho e cercou o Castelo em 1281, pensando que aquele reforço das defesas tinha intenções bélicas. Porém, quando tudo indicava o "assalto" ao Castelo chega, de Aragão, uma Real Embaixada com a proposta de casamento do soberano com D. Isabel, futura Rainha Isabel. Apenas com a intervenção do Reino de Aragão é que se acalmaram os ânimos, ficando acordado que D. Afonso Sanches demoliria todos os reforços defensivos que levara a cabo.

 

Em 1299, ocorre outra situação relacionada com o infante D. Afonso originada com o seu casamento com uma infanta de Castela, que o leva a abdicar do senhorio de Castelo de Vide recebendo em troca Sintra, Ourém e outras vilas distantes da fronteira.

  

 

Mais tarde em 1327, D. Afonso IV, de acordo com a inscrição sobre uma das portas, mandou reforçar as defesas do Castelo, altura em que o Castelo fora entregue a Aires Pires Cabral (quarto avô de Pedro Álvares Cabral). No reinado de D. Fernando o Castelo é entregue à Ordem de Avis em troca de Castro Marim.

No final do século XVII, na época da Guerra da Restauração, o Castelo recebe algumas adaptações para artilharia.

 

Esteve no palco de uma série de guerras (Guerra da Sucessão Espanhola, Guerra das Laranja, Guerras Napoleónicas), isso levou a que ele se fosse sofrendo graves danos e perdas. É desactivado em 1823.

 

 

 

Sites consultados: Guia da Cidade, Wikipédia, Câmara Municipal de Castelo de Vide 


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