Preservar e Transmitir pedaços do nosso Património

15
Jul 08

- Lugares do Distrito de Braga -

 

 

A Fonte do Ídolo é um monumento romano da cidade de Braga.
Quando Braga ainda era chamada de Bracara Augusta, a Fonte do Ídolo era um santuário dedicado ao deus Tongoenabiago, associado aos cursos de água.
 
Acredita-se que terá sido construída no século I d.C. Situa-se num quintal chamado “O Quintal do Ídolo”, que está entre as ruas do Raio e de S. Lázaro, perto da Igreja de S. Marcos. 
Uma inscrição indica que um tal Célico Fronto mandou fazer o monumento. Perto dessa inscrição encontra-se uma figura vestida com uma toga, que poderia representar o dedicante. Sobre a fonte de água encontra-se outra figura esculpida, um busto de perfil clássico.
Há indícios de que este santuário pode ter pertencido a parte de um templo. No entanto, é um monumento repleto de mistério, isto porque revela o culto de um deus indígena por parte dos Romanos, conhecidos pela sua tolerância religiosa.

 

Sites consultados: Wikipédia, Infopédia, Uaum

Imagens retiradas do Google


09
Jul 08

 

- Festa Tradicional do Distrito de Aveiro -  
A Festa das Fogaceiras é uma festa característica do concelho de Santa Maria da Feira que completou em 2005, quinhentos anos de história. Realiza-se a 20 de Janeiro.
Teve origem num voto ao mártir S. Sebastião, em 1505, altura em que a região foi assolada por um surto de peste que matou parte da população. Em troca de protecção, o povo prometeu ao santo a oferta de um pão doce chamado fogaça a todos aqueles que fossem mais pobres na freguesia.  
“S. Sebastião, que segundo a lenda, padeceu de todos os sofrimentos aquando do seu martírio em nome da fé cristã, tornou-se assim, o santo padroeiro de todo o condado da Feira. No cumprimento do voto, os ofertantes incorporavam-se numa procissão que saía do Paço dos Condes e seguia pela Igreja do Convento do Espírito Santo (Lóios), onde eram benzidas as fogaças, divididas em fatias, posteriormente repartidas pelo povo.”
Durante quatro anos a tradição foi quebrada e a peste regressou. Este acontecimento veio aumentar a devoção a uma das mais antigas tradições de Portugal.
O cortejo sai de manhã dos Paços do Concelho para a Igreja Matriz, dezenas de crianças vestidas de branco levam à cabeça uma fogaça. O cortejo é fechado por três raparigas que levam à cabeça miniaturas do castelo. Na Igreja realiza-se uma missa, com bênção das fogaças e à tarde, começa a procissão que percorre o centro da cidade com os andores de S. Sebastião e de Nossa Senhora.

 

Sites consultados: Byweb, Wikipédia, Câmara municipal de Santa Maria da Feira

Imagens retiradas do Google


07
Jul 08

- Trajes Tradicionais Região Autónoma da Madeira -

 

Pensa-se que o traje tradicional da Madeira tem influências minhotas, mouriscas, africanas e da Flandres.
A sua diversidade verifica-se ao nível do Traje Feminino, possuindo dezenas de variações, enquanto o Traje Masculino apenas difere de duas maneiras.
No Traje Feminino predomina a cor vermelha. Na ponta do Sol, as mulheres usavam capas (as casadas usavam e cor vermelha, as viúvas azuis.
 
No Funchal, Machico e Santa Cruz havia um vestuário definido: a saia era de lã, de cor ou listada; um colete e um corpete vermelhos e uma carapuça azul.
Madeira : Costume
(imagem do blogue Portugal em Postais Antigos)
Na Ribeira Brava as mulheres usavam saia preta com listas vermelhas ou pretas e amarelas, blusa branca com rendas e um lenço vermelho. Aos domingos, vestiam saia e capa de bicos de baeta azul. Era comuns as mulheres utilizarem a saia do avesso em casa e usa-la do lado direito quando saiam.
O vestuário modificava conforme o estado civil. A mulher casada usava saia e capa de cor negra, com listas vermelhas e um avental colorido.
O Traje Masculino não teve grandes evoluções. Usavam calção branco com franzido sobre o joelho (com elástico ou com cós); a camisa tinha pregas e podiam ser bordadas ou não.
Os homens que viviam nas Serras usvam o jaleco e calças de seriguilha castanha e um barrete de lã de ovelha. Nos dias de missa, calças, colete ou casaco de seriguilha preta.
Madeira : Costumes (imagem do blogue Portugal em Postais Antigos)
 
Tanto homens como mulheres usavam botas, chamadas botachas ou bota-chã e eram feitas em pele de vaca curtida. A parte superior da bota era virada para fora e descia até ao tornozelo, sendo enfeitada com uma fita vermelha.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sites consultados: Trajes de Portugal

 
 

 

 

 

 

 

 


06
Jul 08

 

O Palácio do Buçaco situa-se na Mata do Buçaco, distrito de Aveiro. Foi projectado nos finais do século XIX, pelo italiano Luigi Manini. Todo o Palácio emana uma beleza contagiante assim como os jardins que o envolvem, que pertenceram à Ordem dos Carmelitas Descalços, no entanto com a extinção das ordens passou a propriedade do Estado. Não são apenas jardins que o envolvem, para além de um extenso “oceano verde”, existem capelas, fontes, miradouros, uma Via Sacra e um Convento.

Muitas são as parecenças com a Torre de Belém, em Lisboa, devido ao Estilo arquitectónico neo-manuelino.
Actualmente o Palácio pertence ao Palace Hotel do Bussaco.
Bem, mais do que o caracterizar e descrever a beleza incondicional deste palácio, e como uma imagem vale mais do que mil palavras, deixo aqui um pouco deste património para que o aproveitem da melhor forma … escusado será dizer, que a visita a este Palácio era o ideal para quem deseja encontrar descanso e paz.

 

Sites consultados: Wikipédia, Guia da Cidade


05
Jul 08

- Festa Tradicional do Distrito de Castelo Branco –

 

 
A Festa da Divina Santa Cruz, apesar do seu nome religioso, pouco se relaciona com isso. Uma festa que se realiza na Vila de Monsanto, distrito de Castelo Branco a 3 de Maio.
 

Começou inicialmente por ser uma festa ligada ao ciclo da Primavera, foi cristianizada e associada à Lenda do Cerco de Monsanto. Segundo a mesma, “após prolongado cerco a Monsanto, os seus defensores desesperavam de se livrar do inimigo e encaravam com tristeza e mágoa a humilhação de uma próxima rendição pela fome. Da grande quantidade de víveres com que se haviam refugiado no Castelo restava apenas uma bezerra e uma quarta de trigo. Foi então que uma mulher idosa se lembrou de dar o trigo à bezerra e de atirar do alto do cabeço aos sitiantes que no fundo da encosta esperavam a rendição dos valentes defensores de Monsanto. A bezerra ao rebentar lá em baixo mostrou o trigo com que a haviam alimentado, dando a ideia de que a praça não se entregaria pela fome. Enganado por este estratagema, o chefe inimigo mandou levantar cerco deixando os monsantinos em paz. Para comemorar este facto, no dia de Santa Cruz, moços e moças sobem ao castelo acompanhados de muito povo, cantando e dançando ao som dos adufes, glorificando a Divina Santa Cruz. Das suas muralhas lançam um pote de barro, caiado de branco e enfeitado de flores, em memória da engenhosa façanha.”

 

 

 

Sites consultados: Wikipédia, Jornal de Nisa


04
Jul 08

- Trajes do Alto Alentejo –

 


O Alentejo com as suas douradas planícies, outrora repletas de cultivo, traz-nos tradições milenares. Os trajes típicos desta região de Portugal são prova disso.
Actualmente os trajes típicos só são utilizados em ocasiões especiais.

Traje da Ceifeira: A roupa das ceifeiras é constituída por dois fatos: roupas do campo roupa de portas.

Roupa do Campo – composta por botas altas, meias grossas pretas, saias dos calções (é uma saia de riscado muito franzida, apanhando- -se esta depois, aos joelhos com uns cordões que se chamam “orelos” e entre as pernas prega-se com alfinetes de dama), uma blusa velhas, um chapéu preto chamado “aguadeiro” no Inverno, no Verão chapéus de palha, um lenço com riscas pretas e brancas. É o fato de trabalho.

Ceifeira - Alentejo

 

Roupa de Portas – composta por uma saia feita de um tecido chamado “gorgorina” franzido ou não, uma blusa do mesmo tecido, ou de fazenda no Inverno. A blusa de Verão tem um folho quadrado, o avental era bordado à máquina, ou com folho por baixo, o lenço azul-escuro de seda. É o fato que as ceifeiras vestiam depois do trabalho nos campos.

Camponesa - Alentejo

 

Traje do Pastor: composto por calças, camisa, capote, safões e pelico por causa do frio.
Capote - é uma peça de abrigo e de talhe quase direito. Os braços mantêm a liberdade de movimento, o corpo nunca se sente apertado e o frio não entra. Vasto e de certo peso, quase toca o chão, cobrindo todo o corpo. A gola, em pele de raposa usa-se levantada.
Safões – são calças a sobrepor às de pano, que se usam ajustadas. São confeccionadas em pele de borrego, confortáveis, duráveis e de fácil obtenção. Nos meses de Verão estes são substituídos por outros de lona branca.
Pelico – é uma espécie de casaca com as abas largas e compridas, sem mangas, com ombros salientes, protegendo as costas. Pelico e safões costumam ser debruados de Saragoça, pregados de botões metálicos e apertados com tiras de cabedal. 

 

Guardador de gado - Alentejo

Era comum tanto o pastor como a ceifeira levarem comida no tarro. O pastor usava ainda uns alforges no ombro. 

 

Sites consultados: http://www.eb1-n1a-campo-maior.rcts.pt/turmas/tbandeira/Campo%20Maior/Trajes.htm


03
Jul 08

- Monumento do Distrito de Setúbal –

O Santuário de Nossa Senhora da Pedra da Mula ou também conhecido por Santuário de Nossa Senhora do Cabo, situa-se no Cabo Espichel em Sesimbra.

O culto de Nossa Senhora do Cabo remonta ao ano 1410, ano em que dois velhos teriam tido uma visão de Nossa Senhora que surgia no mar numa mula, a lenda diz também que as peugadas da mula podiam ser vistas nas rochas, peugadas essas que correspondem a trilhos fossilizados deixados por dinossauros.

 

O Santuário começa a ser construído em 1701, pela iniciativa de D. Pedro II. Nessa altura já se realizavam ali arraiais em culto à Nossa Senhora, devido à grande afluência de peregrinos, começaram-se a construir hospedarias com sobrados e lojas também conhecidas pelas casas dos círios (1715) dispostos de cada lado da igreja (que está voltada de costas para o mar), formando o Terreiro no Cabo Espichel.

Junto à igreja fica a Ermida da Memória, uma capela abobadada com painéis de azulejos já muito degradados.

No entanto, este Santuário é mais do que um espaço religioso, é também cultural e arquitectónico, na medida em que aí foi também construída uma “Casa da ópera” da qual apenas restam ruínas (1770) e também o famoso Aqueduto do Cabo Espichel que na época, levava até ao Santuário Água Potável.

 

Sites consultados: Wikipédia, Guia da Cidade, Câmara Municipal de Sesimbra

Imagens retiradas do Google

 


02
Jul 08

 

 

- Monumento do Distrito de Portalegre –

 

O Castelo de Castelo de Vide, localiza-se na freguesia de Santa Maria da Devesa, no concelho de Castelo de Vide.

 

Está construído sobre uma colina da Serra de São Mamede, antigamente tinha uma função defensiva, pois situava-se junto à fronteira com Espanha.

Devido à beleza da paisagem e do município, esta zona é conhecida com a "Sintra do Alentejo".

 

Só em 1232 é que a povoação de Castelo de Vide aparece como domínio do reino de Portugal. No entanto, acredita-se que o Castelo poderá ter sido reconquistado aos árabes por D. Afonso Henriques em 1148.

  

 

Este Castelo trouxe algumas desavenças na família real portuguesa, isto porque, eram filhos de dois casamentos diferentes (o que gerava discórdias entre qual deveria subir ao trono) e porque o Castelo foi doado por D. Afonso III ao infante D. Afonso Sanches que começou a reforçar as suas defesas, construindo muralhas à volta do Castelo. O seu irmão, Rei D. Dinis, achou aquilo estranho e cercou o Castelo em 1281, pensando que aquele reforço das defesas tinha intenções bélicas. Porém, quando tudo indicava o "assalto" ao Castelo chega, de Aragão, uma Real Embaixada com a proposta de casamento do soberano com D. Isabel, futura Rainha Isabel. Apenas com a intervenção do Reino de Aragão é que se acalmaram os ânimos, ficando acordado que D. Afonso Sanches demoliria todos os reforços defensivos que levara a cabo.

 

Em 1299, ocorre outra situação relacionada com o infante D. Afonso originada com o seu casamento com uma infanta de Castela, que o leva a abdicar do senhorio de Castelo de Vide recebendo em troca Sintra, Ourém e outras vilas distantes da fronteira.

  

 

Mais tarde em 1327, D. Afonso IV, de acordo com a inscrição sobre uma das portas, mandou reforçar as defesas do Castelo, altura em que o Castelo fora entregue a Aires Pires Cabral (quarto avô de Pedro Álvares Cabral). No reinado de D. Fernando o Castelo é entregue à Ordem de Avis em troca de Castro Marim.

No final do século XVII, na época da Guerra da Restauração, o Castelo recebe algumas adaptações para artilharia.

 

Esteve no palco de uma série de guerras (Guerra da Sucessão Espanhola, Guerra das Laranja, Guerras Napoleónicas), isso levou a que ele se fosse sofrendo graves danos e perdas. É desactivado em 1823.

 

 

 

Sites consultados: Guia da Cidade, Wikipédia, Câmara Municipal de Castelo de Vide 


01
Jul 08

- Artesananto do Distrito do Porto -

 

 

Os Tapetes de Beiriz são uma forma de artesanato tradicional da Póvoa do Varzim.

São manufacturados em teares de madeira. Os tapetes de lãs cortadas, são trabalhados nos pontos que os tornaram célebres (ponto de Beiriz, ponto estrela e ponto zagal), apresentam desenhos originais com flores como tema predominante. Este incrível tapete tem como característica única o facto do seu desenho poder ser visto pelo avesso.

 

 

A história do tapete de Beiriz remonta a um passado relativamente recente. Data do início do século XX e foi ideia de Hilda d'Almeida Brandão Rodrigues Miranda, nascida em 1892 e falecida em 1949. Constituiu uma fábrica em Beiriz em conjunto com uma ajudante. Começaram a produção da tapeçaria e foram enriquecendo com o ponto por elas inventado, o "nó de Beiriz", que se tornaria famoso, após a sua morte, a fábrica passa para a mão de familiares mas acaba por falir em 1974.

 

           

 

          

Mais tarde, em 1988, um casal, José Ferreira e Heidi Hannamann Ferreira, recomeçam a produção destes tapetes, recrutando as artesãs da antiga fábrica.

 

São tapetes notáveis premiados e com demanda nacional e internacional, levando a que os preços oscilem entre 160 a 250 euros por metro quadrado. Os tapetes de Beiriz decoram o Palácio Real dos Países Baixos e edíficios públicos portugueses. O Teatro de São Carlos, em Lisboa, orgulha-se de possuir uma excelente colecção destes tapetes. Um, não, dois desses tapetes podem observar-se no Salão Nobre.

 

Sites consultados: Câmara municipal de Póvoa do Varzim, Tapetes de Beiriz, Wikipédia

Imagens retiradas do Google


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